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Fazer diferente ou fazer a diferença?

O incomum não apenas comove. Ele move o mundo.

A internet favorece a diversidade, mas vivemos um momento de convicções perecíveis: o sucesso passou a ser associado à conquista do destaque imediato em meio ao mar de informações que circulam na rede. Recebemos estímulos a todo o momento e fazer diferente tornou-se comum.

Mas fazer o incomum é mais que fazer diferente. É fazer a diferença.

Nesse caminho não basta apenas falar. É preciso dar o exemplo e multiplicar boas ações. Por isso, planejar e executar estratégias de comunicação com esse princípio nos leva a buscar inspiração em grandes personalidades que marcaram a história quando mudaram rotas e deram sua contribuição por um mundo melhor.

Uma dessas rotas foi longa: especificamente 5.300 quilômetros, distância percorrida pelo atleta Terry Fox em uma jornada de 143 dias que ficou conhecida como “Maratona da Esperança”. Se já parece muito, imagine que Fox realizou o feito utilizando uma perna mecânica! A deficiência não foi limitadora, mas sim sua grande motivação: Após perder uma de suas pernas para o câncer, a ideia era cruzar o Canadá de costa a costa arrecadando fundos para pesquisas de tratamento. A doença chegou aos pulmões e o obrigou a parar a jornada. Morreu aos 22 anos, depois de arrecadar 360 milhões de dólares.

A deficiência também não calou Beethoven, prodígio da música que libertou-se da depressão após ficar praticamente surdo e em 1822 compôs sua maior obra-prima, baseada no texto “Ode à alegria”, de Oscar Schiller. A “Sinfonia nº 9 em Ré Menor“ refletiu um avivamento cultural na cena erudita e ele hoje é considerado um dos pilares da música ocidental.

O anseio de liberdade, aliás, inspirou um grande líder da história, Mahatma Gandhi, figura central do movimento nacionalista que reivindicava a independência da Índia no começo do século XX. Apesar de nunca corresponder à violência repressora da colônia britânica, Gandhi foi considerado um dos maiores rebeldes da história e até hoje é símbolo da resistência pacífica como meio de revolução. Não parou de lutar até atingir seu objetivo em 1947 e acabou morto por nacionalistas radicais que não concordavam com seus métodos.

Já Oskar Schindler abriu mão de sua própria liberdade para garantir a de 1100 judeus salvos do Holocausto. Quem diria que seu objetivo inicial era construir uma fábrica para lucrar com a guerra empregando apenas mão-de-obra judia, a mais barata? Acabou sensibilizado com a brutalidade da perseguição nazista e gastou toda a sua fortuna para proteger os funcionários.

Fox poderia ter sido apenas um recordista. O talento de Beethoven já fazia dele um músico histórico mesmo antes da surdez. Gandhi podia ter virado mártir morrendo em um combate direto e Schindler poderia ser o empresário mais rico da Alemanha. Todos os títulos são importantes e os fazem diferentes na multidão. Mas eles fizeram diferença por trabalharem com total entrega em ações efetivas que beneficiaram o maior número de pessoas, não apenas proporcionaram honras pessoais.

Na obra “Ensaios”, o filófoso Montaigne também nos ajuda a entender esse contraste. Ele conta a história de um homem que se vangloriava pela habilidade de atirar grãos de alpiste e fazê-los passar pelo buraco de uma agulha sem jamais errar o golpe. Certa vez ele fez uma apresentação, pediu uma recompensa e foi presenteado com três medidas de alpiste, para que pudesse continuar a exercer sua arte. No final da crônica, vem a lição: "É prova irrefutável da fraqueza de nosso julgamento apaixonarmo-nos pelas coisas só porque são raras e inéditas, ou ainda porque apresentam alguma dificuldade, muito embora não sejam nem boas nem úteis em si".

É preciso, sim, investir em inovação para comover as pessoas. Mas é ainda mais importante que essa comoção desafie conceitos e mova estruturas em favor de um mercado mais sincero e profissionalizado – não no sentido exclusivo da excelência técnica, mas do respeito e valorização das necessidades de todos que cruzam nosso caminho em esquinas físicas e virtuais.

A ClickNow acredita que a comunicação é verdadeira quando torna algo incomum. Pode até ser breve, mas jamais passageira. O incomum não surge da noite para o dia, mas também não desaparece do dia para a noite.

Faça o incomum.